Pesquisar este blog

sábado, 25 de maio de 2013

Consumismo


Análise do público e dos valores ideológicos presentes no shopping Bourboun.
Com preços altíssimos, ambientes e lojas sofisticadas, o shopping Bourboun seleciona seu público, como a elite do bairro Pompéia. A maioria das lojas tem nome e slogan estrangeiro. As imagens das propagandas sempre trazem o estigma de conforto e tranquilidade, não aludindo a preços ou promoções. Marcas famosas e preços altos é quase lei, já que reforçam o poder aquisitivo e status dos frequentadores, que não desejam produtos baratos. Possui o slogan de "diversão, cultura, moda e gastronomia", um parque de diversões para ricos, que muitas vezes têm a demonstração de poder, a sustentação de uma imagem culta e o consumismo como estilo de vida predominante. Os visitantes são em maioria pessoas brancas, usam jóias e roupas caras, elegantes ou na moda. Seu discurso de vestimenta deixa claro seu privilégio social, e junto com os preços altos afastam os populares, que se sentem instintivamente intimidados e inferiores no local.

H3 New Hamburgology



A H3 New Hamburgology, traz um novo conceito de fast food, onde o hamburguer é servido só, com 200 gramas de pura carne grelhada, com algum molho ou acompanhamento.

Um fast food diferenciado e vindo do exterior como este, reforça a imagem do shopping a ter gastronomia como um de seus elegantes diferenciais. Não daria certo em shoppings populares, já que a classe alta é que tem (o hábito de se alimentar com comidas estrangeiras). A rede H3 comunica para pessoas de classes elevadas. Fala sobre uma nova forma de fazer e servir hamburguer. Vende assim, junto com o produto, seu status social, gastronômico e estrangeiro.





Livraria Cultura

 A Livraria é sofisticada, grande e tem boa organização estética. Pretende ser uma loja-símbolo da alta cultura. Porém, pela popularização e ocasional mau atendimento vem perdendo para a Livraria da Vila na preferência da elite. Apesar de livros terem preço geralmente tabelado, os produtos da sua papelaria, que são personalizados, são caros. Assim, é feito uma seleção de quem pode divulgar seus produtos, que não querem ser populares, afinal, "pobre não tem cultura", e, se tivesse, um motivo a menos para a superioridade da elite. Pois, quem os compra, não é só pela sua utilidade ou beleza: querem assumir um status, passar uma auto-imagem e se afirmarem como amantes da cultura, arte e leitura, de gosto sensível e sofisticado. Um exemplo de personalidade comprada, de consumismo culto. Agendas com fotos de Paris ou de um desenho artístico na capa e sessões com obras contemporâneas à venda são um exemplo não verbais dessa sustentação. A livraria pode comunicar para clientes com acesso a este shopping, naturalmente selecionados, de classe média para cima e público de todas as idades. Fala sobre livros, cultura, arte contemporânea, cinema e demais produtos. Comunica no contexto de pessoas que já tem um certo gosto pela leitura, ou seja, que tiveram uma educação razoável, que implica nível social: estão frequentando um Shopping na Pompéia e não uma biblioteca pública. Os funcionários têm o papel de atender e servir, de serem educados e apresentáveis, possuírem um conhecimento médio acerca dos produtos e temas que vendem. Os clientes, no papel de consumidores, devem comprar e divulgar as lojas, também promovendo assim sua imagem pessoal..

M.Officer
 Possui Lojas nos principais shoppings centers do Brasil.
 É a Marca mais lembrada pelo público feminino brasileiro, e a única brasileira que supera a presença de renomadas empresas internacionais no país.
 Consolidada no mercado a M.officer se mantém em constante evolução, sempre acompanhando os anseios do público jovem e seu estilo de vida.
Os preços variam de R$60,00 à R$500,00.
 Ideologia:Consumismo, poder ter uma roupa de marca.




HOPE

 A história do empreendedor da Hope foi por acaso, se não fossem as férias de um tio e as calcinhas de um amigo, o libanês Nissim Hara não teria criado a Hope. A Hope foi criada em 1966, a marca tem lojas em Portugal, Israel e Argentina e vende seus produtos em outros 13 países. A Hope é uma empresa brasileira que atua no setor de moda íntima para mulheres. A loja volta suas atividades às mulheres de classe média, comportadas, modelos de namorada, esposa, tímidas, com moderado apelo sensual, e até um tanto infantilizada pelos seus gestos de entusiasmo. Os elementos verbais são o logotipo e a manequim. Ambiente lindo com iluminação diferenciada é o diferencial para chamar atenção do público alvo.


Cinema Espaço Itaú de Cinema



O Cinema Espaço Itaú foi inaugurado em novembro de 2008 e desde então só tem crescido, hoje possui oito complexos em seis das principais cidades do país e um total de 56 salas (oito delas com suporte à tecnologia 3D e uma, a primeira do Brasil, ao formato IMAX).

Na fachada do Cinema podemos perceber elementos verbais e não verbais e o detalhe diferenciado desse cinema que possui um cartaz eletrônico.

Observamos também que esse cinema não é de acesso a todas as classes sociais, pois os valores dos ingressos não são acessíveis.

Nas salas 2D os valores são entre R$22,00 até R$27,00 ,sala 3D os valores são de R$28,00 até 32,00 e na sala IMAX os valores são de R$28,00 até R$41,00.
O público varia de criança até idosos, porém como sabemos alguns filmes existem critérios de faixa etária e as crianças ou adolescentes que quiserem assistir um filme que não é de sua faixa etária, desde que não seja um classificado para maiores de 18 anos, podem assistir se o responsável legal preencher um formulário de autorização permitindo a entrada da criança ou do adolescente.
Os filmes em cartazes não eram educativos ou culturais, que fizesse com que a pessoa que assistisse refletisse sobre os valores e o mundo capitalista em que vivemos.
Enfim percebemos que as vestimentas das pessoas eram desde social a Sport e todos se portavam muito bem dentro do shopping.



Zara


Pela própria fachada da loja e o próprio andar que a mesma se localiza no shopping Bourbon identifica-se que a Zara seleciona o público ao qual se comunica de forma bem seletiva, para assim atingir um número de pessoas que se enquadrem na classe mais alta da sociedade.
Relevando o merchandising, vê-se que não é somente a fachada que faz jus a grande fama da Zara, a própria vestimenta social-clássica sedimenta a imagem de público que não pretende a massa da sociedade.
Se a imagem não-verbal já traz uma ideologia agregada de um marketing de consumo, nos aprofundando um pouco mais sobre a história da Zara, percebemos ainda mais a ideia de seletividade e exclusividade que a loja traz a seus frequentadores, um exemplo são os preços pesquisados no próprio local, que variaram de R$109,90 à R$619,90 e a proposta do ambiente, de caráter mais social traz algo que somente a parcela social de grande poder aquisitivo poderia usufruir dos itens colocados  disposição para compra em qualquer local onde se localize este estabelecimento.



Imaginarium


 Uma loja destinada a um público mais jovem, que gostam de itens com design exclusivos, seus produtos são bem diversificados, como mochilas, almofadas , artigos de escritório (bloco de anotações, canetas, luminárias), e de cozinha, por exemplo.
 Os preços variam de R$12,90 à R$569,90, contendo logo abaixo uma descrição do produto.
 A ideologia presente neste tipo de ambiente é o hiperconsumismo e o hedonismo.
 Seus frequentadores tem um poder aquisitivo do mediano ao alto, pois como é uma loja de produtos bem diferenciados, que vão de abridor de garrafa a objetos de uso mais pessoal, os valores seguem essa mesma linha.

Poema:Eu Etiqueta


" Em minha caça está grudado um nome,
Que não é meu de batismo ou de cartório 
Um nome... estranho. 

Meu blusão traz lembrete de bebida 
Que jamais pus na boca, nessa vida, 
Em minha camiseta, a marca de cigarro 
Que não fumo, até hoje não fumei. 
Minhas meias falam de produtos 
Que nunca experimentei 
Mas são comunicados a meus pés. 
Meu tênis é proclama colorido 
De alguma coisa não provada 
Por este provador de longa idade. 
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, 
Minha gravata e cinto e escova e pente, 
Meu copo, minha xícara, 
Minha toalha de banho e sabonete, 
Meu isso, meu aquilo. 
Desde a cabeça ao bico dos sapatos, 
São mensagens, 
Letras falantes, 
Gritos visuais, 
Ordens de uso, abuso, reincidências. 
Costume, hábito, permência, 
Indispensabilidade, 
E fazem de mim homem-anúncio itinerante, 
Escravo da matéria anunciada. 
Estou, estou na moda. 
É duro andar na moda, ainda que a moda 
Seja negar minha identidade, 
Trocá-la por mil, açambarcando 
Todas as marcas registradas, 
Todos os logotipos do mercado. 
Com que inocência demito-me de ser 
Eu que antes era e me sabia 
Tão diverso de outros, tão mim mesmo, 
Ser pensante sentinte e solitário 
Com outros seres diversos e conscientes 
De sua humana, invencível condição. 
Agora sou anúncio 
Ora vulgar ora bizarro. 
Em língua nacional ou em qualquer língua 
(Qualquer principalmente.) 
E nisto me comparo, tiro glória 
De minha anulação. 
Não sou - vê lá - anúncio contratado. 
Eu é que mimosamente pago 
Para anunciar, para vender 
Em bares festas praias pérgulas piscinas, 
E bem à vista exibo esta etiqueta 
Global no corpo que desiste 
De ser veste e sandália de uma essência 
Tão viva, independente, 
Que moda ou suborno algum a compromete. 
Onde terei jogado fora 
Meu gosto e capacidade de escolher, 
Minhas idiossincrasias tão pessoais, 
Tão minhas que no rosto se espelhavam 
E cada gesto, cada olhar 
Cada vinco da roupa 
Sou gravado de forma universal, 
Saio da estamparia, não de casa, 
Da vitrine me tiram, recolocam, 
Objeto pulsante mas objeto 
Que se oferece como signo dos outros 
Objetos estáticos, tarifados. 
Por me ostentar assim, tão orgulhoso 
De ser não eu, mas artigo industrial, 
Peço que meu nome retifiquem. 
Já não me convém o título de homem. 
Meu nome novo é Coisa. 
Eu sou a Coisa, coisamente."



Trabalho realizado por: Aline Antero, Aliane Angela, Antonia Viana, Bruna Jacqueline, Cristiane Amaral, Ingrid Idalgo e Lucinéia Moreira